Day: outubro 27, 2021

Escorpiões superam cobras em casos de envenenamento

Os escorpiões ultrapassaram as cobras como animais peçonhentos responsáveis pelo maior número de casos por envenenamento no Brasil, indica um levantamento do Sinitox (Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas), da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. Em 2005, ano analisado pelo Sinitox, 8.208 pessoas foram picadas por escorpiões, contra os 7.213 casos registrados em 2004. O número representa 35% dos 23.647 envenenamentos causados por animais peçonhentos, superando os casos ligados a serpentes (21%) e a aranhas (20%). Para a coordenadora do Sinitox, Rosany Bochner, o aumento do número de ataques está ligado ao aumento da população de escorpiões que, por sua vez, é resultado do processo de “urbanização desorganizada” das cidades brasileiras. “As pessoas foram entrando no meio onde estavam esses escorpiões: áreas de encostas, de barrancos, de solos mais empobrecidos”, disse Rosany. Outro fator, explica a cientista, é o acúmulo de embalagens, entulhos e lixo, que oferecem abrigo e comida ao escorpião. Ambientes úmidos e escuros seriam especialmente favoráveis ao escorpião, que tem hábitos noturnos e passa facilmente despercebido. Rosany acredita que o Tityus serrulatus, conhecido como escorpião amarelo, seja a espécie responsável pela maioria dos ataques registrados. Uma das mais venenosas, a espécie vem se espalhando por áreas urbanas porque, entre outras coisas, se prolifera facilmente e estaria ocupando o lugar de escorpiões menos nocivos. “Essa espécie é formada só de fêmeas. Ela sozinha pode ter duas crias por ano, com 20 filhotes cada. Basta um ser levado numa caixa de frutas para que você em pouco tempo tenha uma população”, alerta Rosany. A pesquisadora também vê no abandono do canibalismo um sinal de que a espécie está em desequilíbrio. “Em geral, o escorpião vive sozinho porque um come o outro. Mas temos visto muitos no mesmo lugar, o que mostra um desequilíbrio.” Para Rosany, o aspecto mais alarmante é o aumento no número de mortes em decorrência das picadas por escorpiões. “Em 2004, foram registrados quatro óbitos. Em 2005, passou para 16, o que significa um aumento de 300%”, destaca. As principais vítimas fatais, acrescenta a pesquisadora, são crianças. Ela explica que um adulto pode até suportar a picada, mas no caso de uma criança a situação costuma ser muito mais grave. O site do Sinitox informa que a dor causada pela picada do escorpião se torna tão intensa que o paciente entra em choque neurogênico, o que pode levá-lo à morte. Por isso, a orientação da pesquisadora é que a pessoa picada, adulto ou criança, seja levada o mais rápido possível a um posto de saúde. O levantamento do Sinitox indica ainda que os casos de envenenamento por animais peçonhentos também superaram os de intoxicação por medicamento, que tradicionalmente lideravam esses casos. Os dados indicam 21.926 casos de intoxicação por medicamentos, o que equivale a 23% do total. Os agrotóxicos responderam por 6,6% (5.577 casos). Rosany ressalta, no entanto, que essa inversão pode se dever ao fato de o levantamento não incluir os dados do Centro de Intoxicações de São Paulo, um dos maiores do Brasil. Em 2004, apenas aquele centro registrou 10 mil casos, dos quais 40% correspondiam a intoxicações por medicamentos. Um acréscimo semelhante, de 4 mil casos, teria confirmado a posição dos medicamentos como principal meio de intoxicação em 2005. Os maiores responsáveis pelas mortes por intoxicação são, no entanto, os agrotóxicos –33% dos óbitos registrados em 2005 foram causados por esses produtos. Ainda de acordo com o levantamento, 11% das mortes registradas estão ligadas a raticidas, 18% a medicamentos e 9% a animais peçonhentos. Segundo Rosany, embora haja casos de intoxicação acidental ou ocupacional, a maior parte das mortes causadas por agrotóxicos resulta de suicídio, geralmente de homens jovens (20 a 29 anos). Dos 159 óbitos, 132 teriam sido suícídios. No total, foram registrados 5.577 casos de intoxicação por agrotóxicos, mas a própria coordenadora do Sinitox admite uma provável subnotificação. Segundo Rosany, o maior número de casos de intoxicação está ligado ao uso crônico de agrotóxicos agrícolas, ou seja, pessoas que lidam com esses produtos diariamente, muitas vezes sem os cuidados e os equipamentos de proteção adequados. Rosany também destaca um aumento de 20% nos caso de intoxicação por agrotóxicos de uso doméstico. Fonte: Folha Online.

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Cupim leva prejuízos a milhões de pessoas

Uma praga que tem origem debaixo da terra está se espalhando pelas cidades e levando prejuízos a milhões de pessoas. E ninguém está totalmente protegido contra ela. Uma árvore grande raramente cai por culpa da tempestade ou do vento forte. A ameaça que enfraquece a raiz e o tronco é quase invisível: o cupim subterrâneo, uma espécie asiática que entrou no Brasil pelo porto do Rio de Janeiro por volta de 1920. Eles gostaram do clima, não encontraram predadores na cidade, viraram praga. Inimigos públicos que ameaçam residências, bibliotecas, centros de pesquisa e o patrimônio histórico. Várias obras de Portinari viraram comida de cupim. Qualquer lugar com madeira ou papel pode ser alvo. Esse tipo de cupim raramente mora na casa que destrói. Ele precisa de terra e de umidade para fazer o ninho. Por isso, a colônia normalmente fica debaixo das fundações, em árvores, jardins e praças que podem ficar a 100 metros de distância. Basta um casal encontrar um bom lugar para um ninho e começar a se reproduzir. Em cinco ou seis anos, um milhão de cupins saem em busca de comida. Eles escavam túneis na terra e quando escolhem um prédio, contornam o concreto até achar uma passagem. “Ele não come concreto, ele não desgasta o concreto, porque é muito duro, ele não conseguiria fazer isso. Ele procura madeira e ele vai usar os espaços que existem na alvenaria para se deslocar dentro de uma edificação. O espaço para o encanamento na alvenaria é uma avenida para eles passarem de um andar para o outro no caso de um prédio”, explicou o biólogo Sérgio Brazolin. Numa casa, quando o dono abriu o armário, o estrago estava feito. Os cupins subterrâneos deixam pistas quando vão de um lugar para o outro. Eles só andam por túneis. “Perde muita água. Ele precisa dessa condição fechada para sobreviver do ponto de vista de manutenção de umidade do corpo”, destacou o biólogo Gonzalo Lopes. Madeira tratada contra pragas ajuda a evitar a invasão. Mas é sempre bom ficar de olho nos cantos da casa. Se encontrar algum sinal, um túnel, um buraco no armário, é hora de procurar ajuda. “Os produtos que nós temos disponíveis para o consumidor utilizar não surtem grandes efeitos psra essas infestações maciças de cupim subterrâneo. Aí tem que ser uma empresa especializada mesmo para fazer o controle”, orientou o biólogo Sérgio Bocalini.

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Formigas podem destruir aparelhos eletrônicos no inverno

Cuidado com as formigas. Você nem desconfia, mas elas podem estar destruindo seus eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos. Por isso nos dias mais frios, em algumas regiões, é bom ter cuidado. Uma só. Solitária. Ninguém tem medo. Mas quando as formigas se juntam dentro da sua casa é bom se preocupar. Durante o inverno, as formigas procuram um lugar bem quentinho para ficarem bem protegidas. Em uma casa, elas escolheram o motor de uma geladeira. “Quando você começa a ver formiga do lado de fora dos aparelhos é porque o problema já está bem grande, já se proliferou bastante”, alerta o técnico em meio ambiente Marcelo Fernandes. Segui-las pode ser uma forma de descobrir se estão morando dentro de um aparelho eletrônico. Elas liberam uma substância ácida que destrói as placas eletrônicas. “Corroem as trilhas, isolando os componentes um do outro, quando não provocam um curto-circuito”, comenta o técnico em eletrônica Roberto Maia. Um aparelho de fax foi infestado. O conserto vai custar R$ 230. Em uma oficina de eletrônicos, o trabalho dos funcionários não se resume a consertar os aparelhos, eles precisaram se especializar em exterminar formigas, para isso, tiveram que usar a criatividade. Uma caixa é usada para matar os insetos antes que os aparelhos sejam abertos. “É uma coisa simples que eu criei e que solucionou o meu problema de espalhar formiga no meu laboratório”, mostra o técnico em eletrônica Divino Diniz. Em um escritório os funcionários também encontraram uma forma de afastar o perigo. “Nós percebemos que as formigas se alojavam ali na máquina de xerox devido ao calor. Nós percebemos que se a desligássemos toda noite, elas sairiam da máquina. E foi assim que fizemos. Foi uma solução de baixo custo e grande efeito”, diz a jornalista Thamires Santos. Um cuidado simples que pode evitar muito prejuízo depois

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